A Liberdade de um falso voo

Entre tantos habitantes

Que habitam, em silêncio,
Lembro-me do pássaro azul,
Que chora no meu peito.
E, incrivelmente,
Mesmo com o Sol a pino,
Prende-se na expectativa de voar
Como todo ser dono de suas asas,
Ele deseja o ar,
Entretanto,
Eu o prendo, no átimo de tempo,
Em que o tento fazer voar…
Seu voo é uma sede infinita
E, como todo extremo,
Cai na primeira armadilha,
Que parecia o libertar
Tantos anos para ter esse insight:
Você se prendeu, muitas vezes,
Ao tentar voar.
Derrama sobre o pássaro azul
Ilusões, falsos caminhos
A respeito de se libertar.
A falsa liberdade está em todo lugar.
“Blue bird” quer voar,
Onde ele estará, agora,
Depois de consequentes máscaras e medíocres impulsos para se libertar?!
Sinto muito, Bukowski,
Devo responder-te,
Creio que vou chorar,
Sinto às lágrimas a me tocar.
Há um pássaro azul que bate asas no meu peito
E chora ao tentar cantar.

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