O Conhecimento realmente nos torna pessoas melhores?

 

A principal arma do mundo moderno é a informação, com ela nos encaixamos em grupos, lucramos, destruímos e críamos. Afinal o conhecimento está nos tornando melhores ou mesquinhos?

Era 30 de Dezembro quando vi aquele filme pela primeira vez, uma obra prima do cinema,  O Clube da Luta, não era um filme comum e logo resolvi usar ele como discussão de um grupo. A primeira vez que o meu conhecimento tinha sido rejeitado sem nenhuma argumentação.

Digo a palavra “conhecimento” pois tudo que traz uma compreensão por meio da experiência ou da razão nós encaixamos nessa palavra.

O meu conhecimento sobre isso, havia sido detonado por meras palavras: “Você não leu o livro, você tem realmente propriedades para falar desse assunto?”

Como eu não sou um amante da leitura, como os que estavam presente, decidi parar de falar. A minha questão era, será mesmo que ler, estava fazendo deles uma autoridade? Não é só aí que ocorre, em todos os níveis do conhecimento, se você vê, assiste, escuta, algo sobre determinado assunto, você não pode falar sobre este ele, pois já existe alguém que “sabe” muito mais que você.

O conhecimento começou a se tornar uma arma excluidora? Segundo David J. Lick, pós doutor do Laboratório de Ciências Neurais e Sociais Cognitivas da Universidade de Nova York, quanto mais inteligente é uma pessoa, mais ele tende a julgar os outros, até mesmo pela aparência.

 

“Saber muito não lhe torna inteligente. A inteligência se traduz na forma que você recolhe, julga, maneja e, sobretudo, onde e como aplica esta informação.” – Carl Sagan


Passamos a compreender o conhecimento na época do Iluminismo como algo que traria Luz, mas usamos hoje para classificar, quem deve se encaixar a tal grupo social e quem deve ser ovacionado ou não. Só porque seu vocabulário é bom ou se o seu conceito matemático é mais elevado que os outros, isso não te torna uma pessoa melhor. Você não é especial por isso.

O Conhecimento deve servir para unir, não separar.

 

 

 

 

Superior Pattern Detectors Efficiently Learn, Activate, Apply, and Update Social Stereo.                                                David J. Lick, Adam L. Alter, and Jonathan B Freeman                                                                                                          Disponível em: (http://psych.nyu.edu/freemanlab/pubs/LickAlterFreeman_2017.pdf)

 

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