Ode às mães

Almeida-Junior-Saudade3
(Imagem: Almeida Junior – Saudade)

Mãe, te escrevo para contar como tenho passado.
Quero contar-te a história
de como ganhei irmãos sendo um soldado.
Os tendo como família,
as dores  nós temos compartilhado.

Escrevo-te de longe,
pois sei que tem se preocupado.
A saudade me aflige,
ando um tanto desesperado.

Por muitas das vezes,
me pego pensando em desistir.
Olho para o alto, lembro-me de casa
e penso em tudo o que me trouxe até aqui.

Sei que de manhã,
pela minha mãe tenho sido amado.
E como se fosse um enviado teu,
pelo belo nascer do sol daqui tenho sido confortado.

Se pudesse me ouvir agora,
não diria nada em lamentação.
Pois a vida me distanciou de ti por hora
e me deu muitos irmãos.

Por aqui vi amores,
daqueles que me deixam inspirado.
Também já vi dores,
senti tantos peitos machucados.

E em toda essa tristeza,
há a de um amigo em especial.
A dor da perda, a dureza
de não poder ter alguém tão essencial.

Compartilhamos da mesma dor,
prosseguindo com a insensatez da vida.
Quisera eu torna-la eterna pelo meu amor,
o efêmero roubar para mim,
mas como tens me dito “viver é ter coragem de se despedir”.

 

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