Tentativas de não nomear o desconhecido

Ando perdido. Na descoberta de um “por aí” e à procura de um baú. Sem rastros, grandes pegadas. Perdido. Tal qual o rastejar de uma cobra _no entanto, sabe que irá se encontrar. Com o silabar de seu guizo, sem vestígios! Ando por aí; perdido em alguma instância… O medo de voltar é demasiado, companheiro… De adianto, conto-lhe: o maior choque é o de não se encontrar ao retornar. Em constante mutação, ecdise… preciso mudar!

No final, encontro uma dessas borboletas azuis_ “por aí”, “perdidas”, encontrando-se nas mudanças_ que fazem valer a pena a incerteza, a dúvida que ressoa pela ausência de verdades absolutas. Como um pássaro sem rota, atordoado pela imparcialidade do destino, que tem se mostrado tão falho, na situação de não se colocar em seu caminhar.

Pergunto-me,

E, agora,

Como voltar?!

Se, você se perdeu,

Alguma vez na vida,

Desejo que seu Ser encontre seu caminho,

Pois ele sabe como reencontrá-lo,

Existe, sempre,

Um determinado potencial

Para perder-se,

E, para encontrar-se.

Que haja equilíbrio!

Add a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *